Circuito Cultural apresenta experiências em encontro do PNUD

Experiências do Circuito Cultural, o maior mecanismo de formação e de democratização do acesso às artes em Vitória, foram apresentadas na Oficina Doadores de Experiência do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). O encontro aconteceu de 7 a 9  deste mês na cidade de Lauro de Freitas (BA).

Na oportunidade, foram apresentadas e discutidas diversas experiências de sucesso e que poderão ser replicadas dentro da temática Segurança Cidadã, com os enfoques violência e juventude, violência intrafamiliar e contra a mulher; espaços urbanos seguros, relação polícia-comunidade; armas de fogo e gestão pública; participação e controle social.

O Circuito Cultural apresentou o trabalho em audiovisual de alunos enfocando, com olhar de sensibilidade, a questão da gravidez na adolescência.

“Nossa participação nesta oficina como representantes da Secretaria Municipal de Cultura e do Circuito Cultural serviu para a troca de experiências e de aprofundamento dos debates em torno da nossa realidade, despertando novos olhares, além de colocar o Circuito em evidência entre parceiros importantes”, disse Lena Cogo, coordenadora do Circuito Cultural.

Segundo ela, no encontro também ficou demonstrado, através das diversas experiências apresentadas, que, quando se integram em rede o poder público, a sociedade civil, as instituições, organizações não governamentais e agências da ONU, “as ações de fato acontecem como estão acontecendo em São Pedro, onde o Circuito Cultural, através do Espaço Multiuso, se coloca como o grande facilitador desse movimento”, destacou.

“Esse intercâmbio de experiências é fundamental tanto para replicarmos as experiências que dão certo no Circuito Cultural quanto para termos acesso a novos aprendizados para o incremento de nossas ações”, apontou o secretário de Cultura de Vitória, Alcione Pinheiro.

A comitiva capixaba levou mais 19 representantes de entidades e mostrou ainda experiências como Observatório de Segurança e o Programa Terra Mais Igual.  Além da equipe de Vitória, a oficina reuniu membros de instituições envolvidas neste programa da cidade anfitriã e da cidade mineira de Contagem.

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Oficina do Circuito Cultural ensina produção audiovisual a estudantes de São Pedro

Natanael de Souza é um dos instrutores da Oficina de Audiovisual

A Oficina de Audiovisual oferecida pelo Circuito Cultural está ensinando a produção audiovisual a uma turma de 60 estudantes da 8ª série da Escola Municipal Tancredo de Almeida Neves, em São Pedro III.

A atividade tem a duração de três meses. Nesse período, os estudantes se revezam em atividades teóricas e práticas na escola, durante as aulas de Artes, enquanto que, em horário inverso ao da escola, um dia por semana, integrantes do grupo dão sequência à oficina no Espaço Multiuso do Circuito, também localizado em São Pedro.

Depois de aprenderem sobre a elaboração de roteiro, agora os estudantes aprendem sobre produção. Nos módulos seguintes, terão encontros com instrutores de fotografia, farão locações de filmagens e edição. Ao final da oficina, os alunos apresentarão três produções de curta metragem que serão apresentadas na escola, na comunidade e ainda participarão de concursos.

O secretário de Cultura Vitória, Alcione Pinheiro, destaca a importância desta oficina. “Além de oferecer oportunidade de conhecimento da linguagem audiovisual, torna-se instrumento para esses jovens, através de suas produções, refletirem e motivarem reflexões sobre a realidade vivida pela comunidade da Grande São Pedro”.

A coordenadora do Circuito Cultural, Lena Cogo, vê nesta oficina um espaço que se oferece aos alunos de terem não apenas acesso à arte, mas de vivenciarem a produção do audiovisual na prática.

Alunos relatam motivação total para a produção de filmes
Para o professor de Artes da Escola Tancredo Neves, Genivaldo Ronchi, a motivação dos alunos em torno desta oficina é total. Segundo ele, essa atividade tem sido importante em diversos aspectos, como o desenvolvimento da criatividade, o trabalho em grupo, as atividades extraclasse e resultados para o aprendizado. “A experiência tem sido fantástica. Os alunos já criaram suas histórias misturando ficção e realidade e estão muito empolgados com todo o processo de produção”, observa.

A educadora social do projeto Caminhando Juntos (Cajun) pelo Mundo do Circo, da Música e do Cinema Maria Aidê Malanquini, que ministra a disciplina de Produção, comenta: “Tenho acompanhado o grupo na escola e no Espaço Multiuso e dá para perceber uma grande motivação  por parte de todos. Penso que capacitar esses jovens em uma prática tão elitizada como é a do audiovisual com roteiro, produção, fotografia e edição, e, através do esforço deles poder  mostrar a realidade e ainda produzir conteúdo é democratizar o processo de comunicação”.

Joyce Pereira de Souza  participa da oficina e não vê a hora da apresentação do filme que seu grupo está produzindo. “É bem legal e nossa expectativa é muito boa. Além da arte do cinema, esse projeto ensina a interpretar; essa é uma atividade nova na escola e estou muito motivada”.

Este é o mesmo sentimento externado por Ramon Ferreira Borges e Karen Rodrigues Maciel. Ele com 16 e ela com 14 anos. “Gosto muito de cinema, especialmente de direção, e essa oficina está me dando uma base para essa atividade”, disse Ramon. Karen, por sua vez, relata: “Estou gostando muito. Agora, com a técnica, já tenho um olhar diferente até para tirar uma foto, e estamos com uma grande expectativa em torno do filme, que será, na prática, tudo o que aprendemos”.

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Grupo de dança apoiado pelo Circuito Cultural reúne experiência em competição

O grupo de dança Atos Hip Hop Crew, que foi criado dentro do Circuito Cultural e hoje recebe apoio da ação, participou no fim de semana, junto com 80 grupos concorrentes, da competição nacional de trio Freestyle Session Brazil 2012, em São Paulo.

Embora não tenha obtido os pontos suficientes para ficar entre os 16 grupos selecionados para a etapa de Los Angeles, nos Estados Unidos, para o grupo capixaba, tão importante quanto seria a vitória foi a experiência de ter participado. O grupo foi convidado para a competição através de um vídeo enviado à organização do evento.

Avaliando a participação na Feestyle Session Brazil 2012, Júlio Cesar da Silva destacou que a apresentação do Atos Hip Hop Crew foi aplaudida e avaliada como boa, tendo o grupo recebido elogios. Contudo, não foi possível estar entre os 16 grupos que foram selecionados para a competição em nível mundial.

“Mesmo assim, a experiência obtida, o intercâmbio, e as novas amizades que fizemos têm o mesmo valor de uma vitória”, considera. Júlio diz que o grupo retorna bastante motivado, com mais aprendizado, e já começa a se preparar para novas “batalhas” que acontecerão entre julho e agosto, em Minas Gerais, e no final do ano, em São Paulo.

“O contato desses jovens com os melhores grupos de danças urbanas do Brasil e da América Latina já representa um ganho importante tanto para o aprimoramento da sua arte e estilo, quanto para a sua inserção neste ambiente artístico e cultural”, observa o secretário de Cultura de Vitória, Alcione Pinheiro,

O grupo Atos Hip Hop Crew é formado pelos dançarinos Tiago Francisco da Silva, Julio Cesar Souza da Silva e Jonathan Mendes Marcedo. Eles residem no bairro São Pedro e foram motivados a seguir a carreira artística a partir de participações em oficinas oferecidas pelo Circuito Cultural no Espaço Multiuso instalado em São Pedro.

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Circuito Cultural vai à Oficina Doadores de Experiência em Lauro de Freitas (BA)

Experiências do Circuito Cultural, o maior mecanismo de formação e de democratização do acesso às artes em Vitória, serão apresentadas na Oficina Doadores de Experiência que acontece até esta quarta-feira (9) na cidade baiana de Lauro de Freitas. A coordenadora do Circuito Cultural, Lena Cogo, compõe a comitiva capixaba que conta com mais 19 representantes de entidades.

A Oficina Doadores de Experiência do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) visa a mostrar aos municípios participantes do Programa Conjunto Interagencial, Contagem (MG), Lauro de Freitas (BA) e Vitória, as experiências de sucesso na área de Segurança Cidadã e que possam ser replicadas.

As experiências a serem apresentadas giram em torno dos temas Violência e juventude; Violência intrafamiliar e contra a mulher; Espaços urbanos seguros; Relação polícia-comunidade; Armas de fogo e gestão pública; Participação e controle social.

“Nossa participação nesta oficina como representantes da Secretaria Municipal de Cultura e como coordenadora do Circuito Cultural coloca o Circuito em destaque numa roda de parceiros de grande expressão nacional e internacional”, diz a coordenadora do Circuito Cultural, Lena Cogo. Para ela, as experiências colhidas no encontro também irão enriquecer ainda mais as ações do Circuito em toda a sua área de abrangência.

“É muito importante não apenas mostrar a nossa ação Circuito Cultural, mas também aprender com as outras cidades e fazer esse intercâmbio cultural com outras experiências que deram certo e podem incrementar nosso trabalho na Capital capixaba”, destaca o secretário de Cultura de Vitória, Alcione Pinheiro.

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Circuito Cultural sedia treinamento da Unesco para jovens da região de São Pedro

O Espaço Multiuso Circuito Cultural sediou no último fim de semana atividades do Oasis Training, capacitação oferecida pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) destinada a jovens da comunidade da Grande São Pedro.

A realização da Secretaria Municipal de Cidadania e Direitos Humanos (Semcid) teve a parceria da Secretaria Municipal de Cultura. A capacitação aconteceu no Espaço Multiuso em São Pedro, na igreja Católica local e no bairro Santos Reis, e teve a intenção de motivar ações da comunidade que auxiliem na redução da violência que afeta crianças, jovens e adolescentes da Grande São Pedro.

“Acredito que este grupo que se forma aqui vai dar um impulso para que novas ações aconteçam e se multipliquem em outros espaços da região”, diz Natasha Mendes Gabriel, instrutora do Instituto Elos, parceiro da Unesco nessa ação.

“Aprendi muita coisa e o que aprendi vou levar para outros jovens da comunidade”, afirmou Welder Jacob da Silva, estudante, 13 anos, residente em São Pedro. Eliana dos Anjos da Silva, residente no bairro Resistência, comenta: “Vemos aqui a comunidade construindo as atividades, sendo protagonista das ações que executará e isso tem um grande valor”.

O professor de capoeira André Luiz Fadini, que atua entre os oficineiros do Circuito Cultural, participou do treinamento, reconhecendo que esta ação vem para somar. “Temos prazer em colaborar nesta atividade. Não esperando reconhecimento para nós, mas benefícios para a comunidade”.

Thainá Alves Paulino, assistente social da Unidade de Inclusão Produtiva São Pedro (Semas), avalia que “trata-se de um treinamento muito interessante e produtivo, com coisas novas e traz uma metodologia diferente que poderemos aplicar para a melhoria de ações junto à comunidade, a exemplo das que se relacionam à Cultura de Paz”.

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Aulão inaugura parceria entre Cultura e Educação para atividades em Tempo Integral

O Circuito Cultural, que é o maior mecanismo de formação e de democratização do acesso às artes em Vitória, promoveu na última quarta-feira (2) um aulão para marcar a parceria estabelecida com os Centros Municipais de Ensino Infantil (Cmeis) e Escolas Municipais de Ensino Fundamental (Emefs) para a oferta de oficinas artísticas e culturais em Educação em tempo integral.

O aulão aconteceu no Ponto de Cultura Aliança, em Tabuazeiro, reunindo estudantes, professores, coordenadores e oficineiros. O estabelecimento desta parceria vem sendo considerado um avanço histórico nos programas das secretarias de Cultura e de Educação. A estimativa é de atendimento a 800 crianças.

Por meio dessa relação, serão levadas a cinco Emefs oficinas de Música, Vídeo de Bolso, Literatura, Danças Urbanas, Confecção de Casaca, Teatro e Artes Plásticas.

Oficinas de Balé, Teatro e Circo serão ofertadas para crianças de 5 e 6 anos de 11 Cemeis e cinco Espaços Brincarte nas regiões de Goiabeiras, Maruípe, Santo Antônio e São Pedro. Haverá ainda a oficina Fala Criança e Seminários de Práticas Pedagógicas.

“Esse é mais uma ação buscando a intersetorialidade da política cultural executada em Vitória, um esforço no sentido de ampliarmos a ação cultural promovendo formação e garantindo às crianças o acesso à arte e aos bens culturais”, sublinha o secretário de Cultura de Vitória, Alcione Pinheiro.

“Essa articulação de parcerias da Secretaria de Cultura, através do Circuito Cultural, com a Secretaria de Educação e o Tempo Integral vai proporcionar aos alunos saírem da escola para atividades extraclasse, terem contato com outros equipamentos, estabelecerem novos vínculos de amizade e interatividade, e o que é muito importante, terem contato com a arte em espaço apropriado, se permitindo novas descobertas”, considera a coordenadora do Circuito Cultural, Lena Cogo.

Parceria
No caso específico dos Cmeis, as crianças se deslocarão das escolas para o Espaço Multiuso do Circuito Cultural em São Pedro, que fica na Rodovia Serafim Derenzi, onde acontecerão as atividades. Inversamente, instrutores do Circuito Cultural irão também às escolas.

“Através dessa parceria está se concretizando uma ação de governo e potencializando tanto o programa de Educação de Tempo Integral quanto a ação Circuito Cultural, atendendo melhor aos munícipes”, avalia Christina da Silva Gonçalves, da Coordenação de Educação Integral da Secretaria de Educação.

“Um avanço histórico que irá fortalecer a educação”, considera Vanessa Guimarães Alves, da Gerência de Educação Infantil da Secretaria de Educação, avaliando a articulação desta parceria. “As crianças do Tempo Integral precisam ter acesso a outras linguagens e formas de expressão corporal, musical, artística, como do circo e do balé, porque estão longe do cantinho delas em suas casas e são nessas atividades extraclasse que elas encontram prazer e motivação”, complementa.

Oficinas – Emefs
Alunos das Emefs João Bandeira (Bairro Consolação) e Paulo Roberto Vieria Bomes, do Bairro São Benedito, terão acesso a oficinas de Música e Vídeo de Bolso no Ponto de Cultura Aliança, no bairro Tabuazeiro. Da Emef Anacleto Schinaider, oficina de Danças Urbanas no Centro Cultural da Piedade. Alunos da Emef JK terão acesso a oficinas de Confecção de Casaca e Teatro na  própria escola. No Circuito Cultural, em São Pedro, será ministrada a oficina de Artes Plásticas. O local onde será realizada a oficina de Literatura ainda está sendo definido.

Oficinas – Cmeis
Terão oficinas os Cmeis: Zilmar Alves de Melo (Balé e Circo), Nelcy da Silva Braga (Circo), Luzia Pereira Muniz Corrêa (Balé e Circo), Silvanete da Silva Rosa Rocha (Circo e Balé), Maria Goretti Coutinho Cosme (Balé), Terezinha Vasconcelos Salvador (Circo),  Magnólia Dias Miranda Cunha (Circo), Darcy Vargas (Balé e Circo), Anísio Spínola Teixeira (Balé). Espaços Brincarte São Pedro (Balé e Circo), São Benedito (Balé), Goiabeiras (Balé), Resistência (Circo e Balé), Consolação (Balé). AFL (Balé).

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Alunos da educação infantil aprendem teatro, balé e circo no Circuito Cultural

O Circuito Cultural, que é o maior mecanismo de formação e de democratização do acesso às artes em Vitória, acaba de estabelecer uma parceria com a Secretaria Municipal de Educação (Seme), para ações nos Centros Municipais de Ensino Infantil (Cmeis).

Por meio dessa parceria, serão levadas oficinas de teatro infantil (fantoches e contação de histórias), de balé (Iniciação à dança) e de circo para as crianças de 5 e 6 anos em 11 Cmeis e cinco Espaços Brincarte nas Regiões de Goiabeiras, Maruípe, Santo Antônio e São Pedro.

As atividades já começaram nesta quarta-feira (02), com oficina de balé no Cmei Zilmar Alves de Melo, de Nova Palestina.

Segundo a coordenadora do Circuito Cultural, Lena Cogo, agora, além do atendimento iniciado em 2009, e ampliado em 2010 e 2012 para as Escolas Municipais de Ensino Fundamental (Emefs), o Circuito Cultural abre também seu leque de parcerias com os Cmeis. Esta ação faz parte das propostas de políticas integradas da Prefeitura de Vitória.

“Essa é mais uma ação buscando a intersetorialidade da política cultural executada em Vitória, num esforço de ampliarmos a ação cultural, promovendo formação e garantindo às crianças o acesso à arte, aos bens culturais produzidos aqui”, sublinha o secretário municipal de Cultura, Alcione Pinheiro.

No caso específico dos Cmeis, as crianças se deslocarão das escolas para o Espaço Multiuso do Circuito Cultural em São Pedro, que fica na rodovia Serafim Derenzi, onde acontecerão as atividades extraclasse. Inversamente, instrutores do Circuito Cultural irão também às escolas. “Vamos promover esse intercâmbio do instrutor ir até a escola e do aluno vir até o Espaço”, diz Lena Cogo.

Promoção e acesso à cultura

O secretário Alcione destaca a importância dessa parceria, que está inserida nas políticas das ações integradas da Prefeitura e está dentro do conceito principal do Circuito Cultural, que é a democratização do acesso à cultura e às artes. “Estamos iniciando essa promoção e acesso para essas crianças de 5 e 6 anos, buscando alcançá-las num momento em que se dá a formação cidadã desse indivíduo”.

“Oportunizando o conhecimento na área cultural e despertando esse ‘poder fazer’, vamos contribuir para que essas crianças tenham maior consciência de responsabilidade, de conhecimento, de expectativas e, principalmente, de ocupação de seu tempo fora do horário de aula. Se aos cinco anos a criança começa a fazer circo, teatro ou dança, e ela se identifica com esse fazer, obviamente que irá continuar”, acredita Lena.

A coordenadora observa, ainda, que o Circuito Cultural é uma ação continuada e que oferecerá a esse indivíduo instrumentos para sua qualificação, a exemplo de uniformes para dança e visitas técnicas a ambientes culturais para a percepção da importância das atividades.

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Protagonistas pela cultura de paz em São Pedro

Cerca de 40 pessoas caminhando pela Rodovia Serafim Derenzi, em Redenção, região da Grande São Pedro e carregando no peito alvos como os que são usados para a prática de tiros.

A intervenção urbana pelo viés da Arte foi uma proposta de ação tirada na Oficina de Mídia Tática, realizada nos dias 24 e 25 de abril no Espaço Multiuso Circuito Cultural em São Pedro, e buscava o objetivo de provocar a reflexão na comunidade sobre o protagonismo de cada na promoção de uma Cultura de paz.

“Aquele alvo que estávamos carregando no peito foi para mostrar que qualquer um de nós pode ser alvo da violência, não só o jovem, mas o adulto, a criança; qualquer um pode ser vítima de uma bala perdida. Então essa ação coletiva tem que continuar; tem que haver uma motivação para mudar. Eu, sozinha, não mudo o mundo, mas as pessoas juntas podem mudar”, afirma Lara Denis, que participou da oficina.

Já Huedson Miranda tem uma relação íntima com a violência em seu histórico familiar. “Meu irmão foi morto, vítima de latrocínio”, relata. Para o jovem, a ação é válida por mostrar uma contrapartida do que vem acontecendo com os jovens de São Pedro. “A intervenção maior não
foi parar trânsito, não foi cobrar de governante, foi mobilizar as pessoas a repensarem os atos violentos que vêm acontecendo com elas mesmas, primeiro dentro de casa, depois com os vizinhos, para que façam o questionamento para uma cultura de paz”.

Carlos Henrique Gonçalves, mais conhecido como Abelhão, avalia como positiva a convocação de jovens, atores sociais, para a intervenção. “Falar de cultura é falar de paz. Esse movimento é importante para dar visibilidade às pessoas que estão desenvolvendo ações dentro da
comunidade. Isso é muito bom”.

Jonas Silveira, que também fez parte do grupo, enxerga na ação realizada um desejo da comunidade. “Vejo essa atividade como um tipo de protesto contra a violência e gostaríamos que reduzisse a violência, embora algumas pessoas possam achar que o que estamos fazendo
é coisa à toa”.

A partir das ações propostas na Oficina de Mídia Tática, o próximo passo é seguir trocando ideias. “Analisamos esse momento como uma oportunidade para fortalecer o grupo de jovens que aqui se encontrou em uma vivência pacífica durante os dois dias de atividade. Daqui pra
frente, vamos continuar dialogando e discutindo a possibilidade de executarmos mais ações para contribuirmos com essa cultura da paz”, sublinha a coordenadora do Circuito Cultural, Lena Cogo.

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Oficina de Mídia Tática ministrada no Circuito Cultural impacta região de São Pedro

Ação cultura de impacto na comunidade da grande São Pedro. Esse é o resultado da oficina de Mídia Tática, ação da Unicef, dentro do Programa Conjunto de Combate à violência da ONU, ministrada no Espaço Multiuso do Circuito Cultural em São Pedro pela ONG Oficina de Imagem (MG).

Depois de refletirem sobre a temática da violência urbana e da cultura de paz com palestras, dinâmicas e debates no Espaço Multiuso, os participantes foram para a Rodovia Serafim Derenzi, em Resistência, na tarde desta quarta-feira (25) portando cartazes, distribuindo folhetos com mensagens e, ao som de tambores, seguiram de mãos dadas parando em pontos estratégicos para a pintura de silhuetas no asfalto. As ilustrações, pintadas com tinta branca, lembravam vítimas de violência.

A comunidade acolheu a intervenção urbana. Pessoas pararam ao redor para assistir e tentar entendê-la. Motoristas que transitavam no local também sinalizaram pela aprovação da iniciativa, que lançava um grito de basta à violência. A intenção das 40 pessoas entre crianças e jovens que participavam do momento era provocar a reflexão das pessoas sobre a violência especialmente contra o jovem.

“Essa intervenção, além de reforçar a cultura de paz viemos implantando na região, insere o jovem local nessa política e desperta a atenção dos moradores para a necessidade de se colocar contra a violência”, comenta o secretário de Cultura de Vitória, Alcione Pinheiro.

“Estamos trabalhando pela qualidade de vida e a oficina de Mídia Tática veio trazer mais conhecimento para os jovens, envolvendo-os com a cultura, a arte e a política, no sentido de poder se manifestar, questionar, raciocinar e promover essa cultura da paz”, pondera a coordenadora do Circuito Cultural, Lena Cogo.

Bruno Vilela, da ONG Oficina de Imagens

Protagonismo

Bruno Vilela, da ONG Oficina de Imagens, que ministrou a oficina, lembrou que esse projeto acontece em três cidades brasileiras: Vitória, Contagem (MG) e Lauro de Freitas (BA). Segundo ele, a oficina de Mídia Tática sempre provoca as pessoas a intervirem na sua cidade de maneira simples, com materiais baratos, mas que alcança grande impacto na comunicação.

“Eu vi que muitas pessoas gostaram, ficaram perguntando o que era aquilo e ficaram curiosas para saber, e era isso mesmo que queríamos causar: uma reflexão para que nas práticas cotidianas de cada uma elas possam melhorar suas ações”, destaca.

Ainda para Vilela, a intervenção faz refletir sobre todo tipo de violência, de forma especial a que vitima os jovens. “A gente pensa a violência como a não garantia de direitos e que chega à morte de muitos jovens como a gente vê hoje. E a maioria deles são jovens negros com baixa escolaridade”.

Circuito
O Circuito Cultural é o maior mecanismo de acesso às artes e à Cultura da Cidade de Vitória. Teve início em 2006 percorrendo todos os bairros da Capital capixaba. Em cinco anos, mais de quatro mil pessoas frequentaram os cursos e receberam os certificados, além de mais 13 mil que participaram de outras atividades artísticas promovidas pelo Circuito e abertas ao público (shows, saraus poéticos, espetáculos de artes cênicas, exposições, entre outros). Todas as áreas artísticas já foram contempladas dentro das atividades programadas.

 

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